TOMBOU A CATRINETA

Tombou a Catrineta
que era a nave do meu saber
A única Riqueza que a Pobreza me deixou ter
Agora a minha existência, ficou perneta
Desfalcada do que acima, mediamente
Mediava por baixo, o fogo aceso na minha mente

É de lamentar na verdade
perder de uma só pancada
o ferro, fogo, água e ar
que fortalecia mas queimava, vaporizando o meu respirar

Algo poderia salvar
Mas o quê, se não sei nadar
E a perneta é pequena para flutuar
Nem tenho os quatro elementos para m'ajudar

Pois, com ferro, até flutuava
e o fogo a perneta queimava
perdendo na água o medo de mergulhar
enchendo o peito de ar
rumo ao tesouro da vida que ele tentou ceifar

E sabem o que eu acho?
Não acho nada, não posso achar...
Ficou tudo perdido, bem no fundo do mar
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