O Medo da Morte

Quem é que se preocupa
Com o gemido final que é a morte?
E o meu último respirar perante 
A foice fatal, como será?
Serei cremado como desejo
Ou estarei rodeado de falsos amigos sentados
Em frios mármores de um cemitério?
O curto instante de ser é aqui,
Confraternizando com as pessoas amadas
E tentando transformar o mundo,
Não me agrada nada como ele é!
O medo da morte é o caminho da inutilidade, 
Espírito apequenado, cenário do nada. 
Por que negligenciar a vida? 
Livre é o homem que pouco ou
Nada pensa sobre o caminho final. 
O que importa está aqui, no fazer terreno... 
O dito lado de lá são vazias promessas. 
Enquanto vivo, me equilibro em corda bamba, 
A fria dama é sensação inexistente. 
De meu crânio e veias brotam 
A verborragia contra os incômodos,
Os malabares que exercitam com destreza
As argolas e facas compostas
De escolhas e consequências.
E quando a pirotecnia dos átomos findar?
Eu fui, não sou mais,
Boas experiências vividas,
Memórias para meia duzia de amigos,
Amor plantado nos familiares,
Tateei o mundo, combati o bom combate... 
Vivi, acabou, não me importo!
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