Escritas

És tu que preenches a nossa alma de paz.

pmariabotelho

Tu preenches a nossa alma de paz.

O nosso olhar ganha visão periférica 

Tu és poderoso e nós pequenos

Mar e grãos de areia.

Revivemos quase sempre o verão.

Os mergulhos pelo fim da tarde

Quando todos recolhiam a toalha da praia, nós chegávamos. 

Mergulhávamos sem medo nas tuas águas frias

Em cada onda o corpo trespassava o teu por inteiro 

Sensação de liberdade 

Depois, ficávamos ali na areia fina da praia para ver o sol cair no mar

As gaivotas rodopiavam por cima das nossas cabeças

um frenesim faminto de peixe agora migalhas de pão

Não existe alma viva que não te admire e te tema

Que te respeite e admire

Caminhadas e longas conversas sobre a essência das coisas, 

E a essência sempre esteve lá

 

pmariabotelho

04032023 temponovo