Escritas

Fímbria

Moacir Luís Araldi
Há um nada que me segue
insistente, 
mesmo indolente
me flagela

Nada feito de vazios,
de carências ansiosas
- Vida morrendo de sede –
na enchente da modernidade

Vazio que nocauteia
Fímbria de maldições
Velas brancas acendem
para iluminarem-me o chão.
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