A tua ilha na cidade

Deixa que eu te leve daqui
Por esse mar de ondas e de areia
Ao encontro de uma palmeira que seja única

Com água doce
E luz branca da noite
A testemunhar-nos a fuga.

Deixa essa ilha paraíso
Construir telhados e casas nos teus olhos
E construir ruas no teu corpo.

Depois, deita-te sobre a areia
E espera que as ondas de espuma te beijem os pés
Esquece tudo. Nesse instante encontras o que és.

1985, Lisboa
C. A. Afonso

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