Embriaguez

Não esperes que palavras indizíveis
Inventem sementes na minha boca
Quando o sono da aurora dos crepúsculos
Invada os teus olhos!
Vou!
Simplesmente,
Na mansidão das neblinas da manhã
Poisar a mão nos teus cabelos
E deslizar na embriaguez do teu corpo!

1991, Lisboa
C. A. Afonso
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