FEITO DE COISAS ALEATÓRIAS

Sou uma montagem mal feita
De coisas aleatórias
Construção de erros e poucos acertos,
Do passado e de agora.

Sou um poço de mentiras,
Algumas poucas verdades,
Causos sérios a contar,
De aventuras que não vivi.

Sou errante nesse mundo,
Sem um rumo a seguir,
Não sei onde é o norte,
Então ando por aí.

Sou, de certo modo, aberração,
Sem sentido nessa vida,
Falta-me paz no coração,
Exsitência bem sofrida.

Sou o que sou, sem evoluir,
Não evoluo porque não quero,
Não tenho porque existir.
Apenas estou solto aqui.

Sou o final que não tem começo,
Ou o começo do final,
Qualquer outra situação desconheço,
Vivo sendo um marginal.

Sou aquele que não é,
O resto do que nunca teve,
Uma pobre e tosca ilusão
Que anda sem estar de pé.
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