OIÇO-TE

Oiço-te
voz de água fresca
que me escorre, fugaz
pelos socalcos da pele

sussurro de vento
a amaciar-me
a inquietação da carne

ternura, ensejo
de pássaro que alvora
ao adormecer da lua

oiço-te
bocejo sorrisos
e deixo-me dormir.
22 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.