QUE SERÁ DE NÓS?
Francisco José Rito
1 min min de leitura
Alma aberta em chama
corpo aberto em prece
dos lábios rugidos firmes
gritos de guerras perdidas
a voz da sapiência que brada
mil e uma razões para recusar
o cálice de vida que se oferece.
Que é do amor escondido
nas entrelinhas das cartas rasgadas
qual das mãos algemadas
secará as gotas de cio
na pele dolorida da renúncia?
E de nós, que será de nós,
que sem sermos amantes
tememos a dor do amor acabado?
Tecelões à procura do novelo azul
azul ou pardo como os gatos da noite
os lábios sedentos de mel e hortelã
e a flor dos cardos a pingar-nos no ventre
a seiva húmida e quente dos beijos sonhados.
Entretanto é dia, e de dia
os gatos são transparentes e lúcidos.
corpo aberto em prece
dos lábios rugidos firmes
gritos de guerras perdidas
a voz da sapiência que brada
mil e uma razões para recusar
o cálice de vida que se oferece.
Que é do amor escondido
nas entrelinhas das cartas rasgadas
qual das mãos algemadas
secará as gotas de cio
na pele dolorida da renúncia?
E de nós, que será de nós,
que sem sermos amantes
tememos a dor do amor acabado?
Tecelões à procura do novelo azul
azul ou pardo como os gatos da noite
os lábios sedentos de mel e hortelã
e a flor dos cardos a pingar-nos no ventre
a seiva húmida e quente dos beijos sonhados.
Entretanto é dia, e de dia
os gatos são transparentes e lúcidos.
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