NAVEGAR (1984)

Navego pela consciência de não pensar nisto.
   a tentar mascarar a minha solidão
   e a sonhar com o inverso do que me pesa
   pela janela aberta voam borboletas
   de dentro para fora
   e o ar é frio
   e eu estou do lado de dentro mas sei que o ar é frio do lado de fora. 
   a minha mente ultrapassa-me
   nesta corrida sem meta real
   e eu, o atleta que nunca vence,
   atiro-me abaixo do precipício de me cantarem na pela a vitória...
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