NAQUELE DIA
Naquele dia procurei-te no café. Estava calor e o sol delirava. Não estavas lá.
Desesperado, procurei-te por onde pudesses estar.
Fui espreitar o jardim encantado, de flores vermelhas; por um telescópio espreitei o espaço, mas o foguetão que vi não tinha uma janela
por onde me pudesses acenar; procurei-te nas ruas, e descobri que as estrelas também dormem sem te encontrar.
No café, os saquinhos de açucar continuavam a subir e a descer.
Silencioso, olhei a tua fotografia. Fitavas-me com um sorriso cheio de desejo. Então, quando as palavras se juntavam num último orgasmo,
procurei-te em delírio para te pedir um cigarro.
Não te encontrei e a noite caiu.
Desesperado, procurei-te por onde pudesses estar.
Fui espreitar o jardim encantado, de flores vermelhas; por um telescópio espreitei o espaço, mas o foguetão que vi não tinha uma janela
por onde me pudesses acenar; procurei-te nas ruas, e descobri que as estrelas também dormem sem te encontrar.
No café, os saquinhos de açucar continuavam a subir e a descer.
Silencioso, olhei a tua fotografia. Fitavas-me com um sorriso cheio de desejo. Então, quando as palavras se juntavam num último orgasmo,
procurei-te em delírio para te pedir um cigarro.
Não te encontrei e a noite caiu.
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