SABEDORIA
É preciso beijar a vida
como quem tropeça no azul das coisas.
Sorver a delicadeza das manhãs
mergulhar nos silêncios da cidade
e deixar-se levar pelo palrar do corvo
para lá do risco cinzento
que os aviões desenham no infinito.
É preciso abrir a janela
arejar gavetas, alumiar sombras
e cantar os dias como quem faz um filho
ou como quem celebra o fim de um amor proibido.
É preciso inverter os passos vãos
dos soldados que tombam
sorrir para o vazio transparente dos vivos
e dizer-lhes que não
que a morte não pode ser o fim das dores.
É preciso saber tropeçar no azul das coisas.
como quem tropeça no azul das coisas.
Sorver a delicadeza das manhãs
mergulhar nos silêncios da cidade
e deixar-se levar pelo palrar do corvo
para lá do risco cinzento
que os aviões desenham no infinito.
É preciso abrir a janela
arejar gavetas, alumiar sombras
e cantar os dias como quem faz um filho
ou como quem celebra o fim de um amor proibido.
É preciso inverter os passos vãos
dos soldados que tombam
sorrir para o vazio transparente dos vivos
e dizer-lhes que não
que a morte não pode ser o fim das dores.
É preciso saber tropeçar no azul das coisas.
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