ME DESFIZ DAS ILUSÕES

Eu vivo um dia após o outro,
Sem esperar o futuro,
Hoje é o que tenho,
Amanhã, sei lá se vem.

Faço agora o que não faço,
Ontem já ficou para trás,
O que não fiz, hoje não colho,
E a vida passa, meu rapaz...

Ilusões, essas já não tenho,
Assim como os sonhos,
Eu vivo o concreto,
Das coisas que não conquistei.

E cada dia é só aquele dia,
Nada mais do que isso,
Não planto nada agora
Para não colher depois.

E a terra fica seca,
Não produz o que devia,
Se perde em meio ao fogo
Que se alastra na minha alma.

E no fim de cada dia,
Nada há a ser feito,
Pois a terra está nua,
Num jogo imperfeito.

Ao não mais ter sonhos,
Nem uma pequena ilusão,
Eu passo pela vida
Como um bobalhão.
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