Escritas

I-LXIV Jaezes de vida e morte

Murilo Porfírio
Paixão infame que em círculo corre para me deixar,

procuro tal grego que venha a me presentear.

O levaria para sempre, temendo o amanhã que chega,

fazendo de mim a descoberta de quem salvação anseia.

 

Em um mundo que se expande e nunca cresce,

meus sonhos morrem e prevalecem.

São como as almas sem rancor, que nos

ensinam perder e viver por amor.

 

Assim sinto-me no fundo do discreto,

pensando em quem padece sob juízos incertos:

Se os anjos se extinguem quando a mente definha,

e se é azar a âncora à vida sofrida.