Escritas

O BEIJO DA INCERTEZA

Antonio Carlos Mongiardim Gomes Saraiva

O Homem está deliciado à beira do seu poço...

O destroço banhado a sangue, corrói até ao osso.

Partituras e sinfonias, alimentam tórridas orgias.

Discursos de corrupção, comandam toda a nação.

Águas apodrecidas, banham os rios e os mares.

Loucos, aos pares, querem proliferar a raça...

Mas a dura carapaça, não deixa viver a razão.

Quanto mais tempo é requerido, menos noção...

Pobres inglórios, choram o fim da humanidade;

Deles é o uso da tristeza, que nega a natureza.

Abatidos e vencidos, na morte da liberdade,

Só lhes resta a saudade e o beijo da incerteza... 



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