SEM TÍTULO, SEM NADA
Esse poema sem título,
É também sobre nada.
Sobre a vida que passa
E se acaba encrencada.
Nada há a declarar,
Somente o silêncio,
Que grita aqui dentro,
Um grito de socorro.
Sem nada na vida,
Nem amor, nem amizade,
Sem nem, ao menos,
Um pouco de vontade.
Vazio, oco e escuro,
Nada a fazer,
Nada a enxergar,
Esperando não sei o quê.
Acaba logo com isso,
Salva o que me resta.
Eu não firmo compromisso,
Pois isso não me interessa.
Aqui, calado e morrendo
Um poquinho todo dia.
Hoje acordei morto,
Amanhã nem acordo.
É também sobre nada.
Sobre a vida que passa
E se acaba encrencada.
Nada há a declarar,
Somente o silêncio,
Que grita aqui dentro,
Um grito de socorro.
Sem nada na vida,
Nem amor, nem amizade,
Sem nem, ao menos,
Um pouco de vontade.
Vazio, oco e escuro,
Nada a fazer,
Nada a enxergar,
Esperando não sei o quê.
Acaba logo com isso,
Salva o que me resta.
Eu não firmo compromisso,
Pois isso não me interessa.
Aqui, calado e morrendo
Um poquinho todo dia.
Hoje acordei morto,
Amanhã nem acordo.
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