Que esperança temos nós?
Livres, rebeldes e com sobejas preocupações,
Assim somos nós,
Cujas vidas são um sopro,
Ainda assim, transbordamos ambições.
Meros hominídeos bípedes,
Inusitadamente com egos colossais,
Indiferentes ao além,
Perdidos numa criação temporal.
Livres e rebeldes,
Com corações maus e egos exorbitantes,
Como, deveras, seremos submissos
E, de fato, viveremos a santidade?
Inundados de preocupações terrenas,
Como buscaremos o Reino em primeiro lugar?
Como passar mais tempo com Deus?
Dessarte, não há tempo sequer para n'Ele pensar!
Ah, como poderá a nossa alma ser salva?
Não enxergo nada além da graça e misericórdia,
De um amor incondicional
E de uma força avassaladora!
Luanda, Julho de 2022
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