Escritas

I-L Jaezes de vida e morte

Murilo Porfírio
Vistes-me descer os céus, por que perguntas de onde vim?

Usas a liberdade mas esqueces da percepção,

exatamente como fui, carregando os homens com ambas as mãos.

Se dificilmente vê-se jovem, perdoe-nos enquanto ainda somos pobres.

 

Crio o que tens feito, a insegurança alimento,

e me empreguiço para evitar o que tanto tento.

Me apaixono por como ages sob o único sol que vejo,

mas a noite vem, lembrando-me ser ambos criados pelo Mesmo.

 

Prometa-me então, Charn, que à Londres nunca me levará,

pois me vicio em tu que me mata devagar.

Ouso enraizar-me ao chão,

abafo o mundo, guardo o perigo,

e mal sei sobre a loucura de quem cogita além do instinto.