O teu silêncio me mata
As tempestades do pecado arruínam minha alma,
Bagunçam meu espírito,
Destroem minha paz.
Aba, de dor minha alma clama!
Como rios secos estão meus olhos, de tanto chorar!
Minha voz se esgota de tanto gritar!
Como zebra entre leões, rendendo-me estou,
Pois se foram minhas forças de tanto lutar!
Ah, se ao menos sentisse TUA confortável presença,
Se ao menos ouvisse TUA doce voz,
Minha alma se fortaleceria,
E, em paz, enfrentaria os furacões!
Pai, choro e não TE sinto,
Clamo e não respondes,
Minhas mãos levanto, mas não as seguras.
Pai, por que TE escondes?
Cometi algum pecado que não podes perdoar?
Será a imundície do pecado?
Como serei limpo, se não me lavares?
Pai, perdoa minha pequena fé e não me deixes afogar!
Perdoa meus pecados, eu TE peço,
E mostra-me onde estou a falhar.
Purifica-me com o sangue santo de Cristo,
E dá-me força para continuar a lutar!
Lutar e triunfar,
Para TEU louvar e glorificar!
Aba, manifesta-TE agora,
Pois o TEU silêncio está a me matar!
África, Angola – Luanda, 2022
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