Psicanálise
José Roberto Tolentino
1 min min de leitura
Quando o firmamento se posiciona
e instala a noite que, imóvel, assiste
os dramas do mundo de sua poltrona
fazendo de conta, fazendo ar de triste;
Quando a dita noite instalada e fingida
repete seu canto de torpe sadismo
eu viro de costas, eu cubro a ferida
eu faço de conta que não é comigo.
Há tempos livrei-me das minhas agruras
mandando pro espaço meu ar paranóide;
pra dar nome aos astros com minhas torturas
lancei mão dos gregos (que sabem de Freud).
Lá no alto céu coloquei minhas dores.
Sublimei nas estrelas minhas feridas:
elas que pulsem, que sofram horrores;
elas que fiquem com as dores da vida.
e instala a noite que, imóvel, assiste
os dramas do mundo de sua poltrona
fazendo de conta, fazendo ar de triste;
Quando a dita noite instalada e fingida
repete seu canto de torpe sadismo
eu viro de costas, eu cubro a ferida
eu faço de conta que não é comigo.
Há tempos livrei-me das minhas agruras
mandando pro espaço meu ar paranóide;
pra dar nome aos astros com minhas torturas
lancei mão dos gregos (que sabem de Freud).
Lá no alto céu coloquei minhas dores.
Sublimei nas estrelas minhas feridas:
elas que pulsem, que sofram horrores;
elas que fiquem com as dores da vida.
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