Psicanálise
Quando o firmamento se posiciona
e instala a noite que, imóvel, assiste
os dramas do mundo de sua poltrona
fazendo de conta, fazendo ar de triste;
Quando a dita noite instalada e fingida
repete seu canto de torpe sadismo
eu viro de costas, eu cubro a ferida
eu faço de conta que não é comigo.
Há tempos livrei-me das minhas agruras
mandando pro espaço meu ar paranóide;
pra dar nome aos astros com minhas torturas
lancei mão dos gregos (que sabem de Freud).
Lá no alto céu coloquei minhas dores.
Sublimei nas estrelas minhas feridas:
elas que pulsem, que sofram horrores;
elas que fiquem com as dores da vida.
e instala a noite que, imóvel, assiste
os dramas do mundo de sua poltrona
fazendo de conta, fazendo ar de triste;
Quando a dita noite instalada e fingida
repete seu canto de torpe sadismo
eu viro de costas, eu cubro a ferida
eu faço de conta que não é comigo.
Há tempos livrei-me das minhas agruras
mandando pro espaço meu ar paranóide;
pra dar nome aos astros com minhas torturas
lancei mão dos gregos (que sabem de Freud).
Lá no alto céu coloquei minhas dores.
Sublimei nas estrelas minhas feridas:
elas que pulsem, que sofram horrores;
elas que fiquem com as dores da vida.
Comentários (5)
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maria clara cristiano
2022-02-21
Sensibilidade em bruto de sapiência enxuta...<br />a epifania vista na rocha pelos olhos e mãos de um escultor do passado... e do devir!
Maria Luísa Brascher
2022-01-03
Suprema arte da palavra !
José Antonio Ramalho Forni-Brasil
2012-02-23
Este poema me delicia sobremaneira na voz de Manoel Freire...a música remete o pensamento a um porto, chegada e partida...e a imensidão de mar...e cada palavra, inscreve-se na memória ancestral...
Fernando Martins
2011-04-19
excepcional engenho e arte a Suprema Arte da Poesia
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