I-XXIII Jaezes de vida e morte
Murilo Porfírio
Intrigaram quem, um dia, questionou-me sobre minhas armas.
Disseram ter sido eu, um voluntário de devassas jornadas.
Se colocarem-me a prova, inventarei um problema.
Se tirarem meu tempo, direi-lhes ofensas.
Assim, as coisas vão sendo o que são, dando-lhes
o que rir ao caminho do lar, onde ser mais um fez-me enfermar.
Não me dê nomes piores então, se não os meus que já os são.
Diga-me menos dessas bestices malditas.
Mostre o feito, não o que faço,
livre-me de estar nas causas de quem não mato.
E cruzando o limite da alheia liberdade, há quem leve coisas aos outros
apenas para ter quem o indague.
Se questionados, dirão trovas romanas e algumas de gálatas.
Se violentados, seremos nós os donos da famosa marca.
Assim vai esta vida, quase tão cara quanto os sapatos
de quem a banaliza.
E orando por quem nos ampare,
sobra-a nós esperarmos que tais dias acabem.
Disseram ter sido eu, um voluntário de devassas jornadas.
Se colocarem-me a prova, inventarei um problema.
Se tirarem meu tempo, direi-lhes ofensas.
Assim, as coisas vão sendo o que são, dando-lhes
o que rir ao caminho do lar, onde ser mais um fez-me enfermar.
Não me dê nomes piores então, se não os meus que já os são.
Diga-me menos dessas bestices malditas.
Mostre o feito, não o que faço,
livre-me de estar nas causas de quem não mato.
E cruzando o limite da alheia liberdade, há quem leve coisas aos outros
apenas para ter quem o indague.
Se questionados, dirão trovas romanas e algumas de gálatas.
Se violentados, seremos nós os donos da famosa marca.
Assim vai esta vida, quase tão cara quanto os sapatos
de quem a banaliza.
E orando por quem nos ampare,
sobra-a nós esperarmos que tais dias acabem.
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