O PRIMEIRO BLUES
Matheus Nascimento
Eu poderia estudar
Poderia ler clássicos
Poderia ver filmes
Poderia ouvir músicas
Poderia tocar músicas
Poderia fazer músicas
Poderia correr
Poderia beber
Poderia tentar me mexer
Procurar alguém
Que me traga o prazer
Poderia fazer tantas coisas
Que acostumava a fazer
E a única coisa que faço
É pensar em você
Não faz sentido eu deixar de viver
Pra pensar em você
Não me anima assistir futebol
Meu violão não sorri pra mim
Os pratos gourmet não tem graça
As mulheres viraram homens
Nada mais faz sentido
Apesar disso,
Texturas macias lembram sua pele
A beleza dos acordes soam sua voz
E o espetáculo do por do sol
Reflete o brilho dos seus olhos
Estou ficando louco, ou é apenas amor?
Eu não sei o que é,
Mas são 3 da manhã e estou te escrevendo
Sem ao menos saber se um dia vai ler
As perguntas não tem respostas
As dúvidas não tem soluções
É só você que pode me fazer voltar a viver
E tudo irá fluir novamente
Tento dormir, não consigo
Mas eu quero sonhar
E meu maior desejo
É acordar
E esperar
Que não termine em poesia.
Petrópolis, 2019.
Poderia ler clássicos
Poderia ver filmes
Poderia ouvir músicas
Poderia tocar músicas
Poderia fazer músicas
Poderia correr
Poderia beber
Poderia tentar me mexer
Procurar alguém
Que me traga o prazer
Poderia fazer tantas coisas
Que acostumava a fazer
E a única coisa que faço
É pensar em você
Não faz sentido eu deixar de viver
Pra pensar em você
Não me anima assistir futebol
Meu violão não sorri pra mim
Os pratos gourmet não tem graça
As mulheres viraram homens
Nada mais faz sentido
Apesar disso,
Texturas macias lembram sua pele
A beleza dos acordes soam sua voz
E o espetáculo do por do sol
Reflete o brilho dos seus olhos
Estou ficando louco, ou é apenas amor?
Eu não sei o que é,
Mas são 3 da manhã e estou te escrevendo
Sem ao menos saber se um dia vai ler
As perguntas não tem respostas
As dúvidas não tem soluções
É só você que pode me fazer voltar a viver
E tudo irá fluir novamente
Tento dormir, não consigo
Mas eu quero sonhar
E meu maior desejo
É acordar
E esperar
Que não termine em poesia.
Petrópolis, 2019.
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