BRUMAS DE OUTONO
Flávio Gomes da Silva
raia a aurora em brumas de outono
um véu cobre meus olhos nesse dia,
mas um vento permeia
como raio de luz a dizer-me:
não tens mais um coração seco
como folhas amareladas caindo no chão,
sem sentido no caminhar
as folhas caem e pousam
mexem-se e remexem-se no chão
levadas pelo vento
quando caio, pouso e me levanto
não me remexo, apenas sigo,
apenas sinto o sumir das brumas
e o ar fresco de um dia de outono.
um véu cobre meus olhos nesse dia,
mas um vento permeia
como raio de luz a dizer-me:
não tens mais um coração seco
como folhas amareladas caindo no chão,
sem sentido no caminhar
as folhas caem e pousam
mexem-se e remexem-se no chão
levadas pelo vento
quando caio, pouso e me levanto
não me remexo, apenas sigo,
apenas sinto o sumir das brumas
e o ar fresco de um dia de outono.
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