Escritas

retrato

antaco

Impaciente estou pra ver teu rosto

Sem moldura de foto comprimida

E nua, à minha frente,  estou disposto

Fazer de ti mulher da minha vida

 

Pergunto-me se és tu mais do que um papel

Num álbum gasto, de cor amarela

Ou és só devaneio do pincel

Que te pinta cromática e te revela

 

Quero ver-te segura e ao natural

A moer nos meus olhos uma aurora

E contemplar teu rosto quando cora

 

Quero ver-te segura e normal

Quero escutar de viva voz teu canto

E beber tuas lágrimas sem pranto