Os dedos
eugenio
os dedos trabalham
os dedos estimulam
pressionam orvalham
flagelam mergulham
enfiam-se dentro
se encontram buracos
apertam mamilos
alisam didácticos
os dedos salivam-se
perfuram escavam
penetram no fundo
subindo as escadas
os dedos procuram
langor perfumado
no ponto vibrantes
os dedos alargam
os dedos exploram
cavernas e grutas
encharcam exaltam
tacteiam o escuro
os dedos provocam
os dedos saturam
os dedos fodem
os dedos graduam
mais dedos se abrem
esgravatam perfuram
cobrem-se os dedos
de húmidas flores
os dedos dedilham
fervilham por dentro
vibrando nas cordas
no fundo mais fundo
os dedos enfiam-se
nos recônditos sítios
entrelaçam-se, chupam-se
trazem-nos o gosto
os dedos escrevem
versos obscenos
frases lascivas
da intimidade
os dedos estimulam
pressionam orvalham
flagelam mergulham
enfiam-se dentro
se encontram buracos
apertam mamilos
alisam didácticos
os dedos salivam-se
perfuram escavam
penetram no fundo
subindo as escadas
os dedos procuram
langor perfumado
no ponto vibrantes
os dedos alargam
os dedos exploram
cavernas e grutas
encharcam exaltam
tacteiam o escuro
os dedos provocam
os dedos saturam
os dedos fodem
os dedos graduam
mais dedos se abrem
esgravatam perfuram
cobrem-se os dedos
de húmidas flores
os dedos dedilham
fervilham por dentro
vibrando nas cordas
no fundo mais fundo
os dedos enfiam-se
nos recônditos sítios
entrelaçam-se, chupam-se
trazem-nos o gosto
os dedos escrevem
versos obscenos
frases lascivas
da intimidade
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