O vento não é amigo de ninguém

O vento não tem sido amigo.
Estala-me na cara,
Atropela a fraqueza,
Confronta-me
E eu não tenho forças.
Guerrear este vazio dominante,
Este vento desafeiçoado,
Consome o meu corpo,
Tão ingénuo e seco.
Talvez louco por acreditar
Que o vento cedia
Ao calor da empatia.
Mas o vento não é amigo de ninguém.

Renata Silva
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