A casa ao fundo da rua
Ao fundo da rua
Surge uma casa sem teto
Tendo no passado sido casulo da inocente larva
Que, vítima do processo evolutivo, virou borboleta,
Realizando o ciclo de vida completo
Vislumbrando as consequências
Que a nova realidade acarreta,
Desvanecem-se as vivências gravadas
Nas paredes agora rasas
Pois o corpo virou borboleta
E a alma mudou de casa
Nessa casa ao fundo da rua
Onde o Sol se pôs
Para dar lugar à Lua
Que, ao amanhecer,
transita novamente
Para o mesmo Sol,
Num dia diferente.
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