Sophia I
Procuro-te no sol da manhã,
Procuro-te no luar inconsolado,
Procuro uma réstia de ti
Que habita agora no passado
Penso e relembro
Deste-me tudo menos tempo
Regaste a nossa semente com o teu amor
Que crescia numa bela flor,
Cortada pelo caule num golpe de letargia
É agora ornamento defeituoso
Destinado ao lamento da terra fria.
Encontro-me aqui
Meio perdido,
Meio de um todo partido
Assente na ambição do teu ser
Silhueta escondida no vulto do teu viver.
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