paleta de cores

Olhando as telas quase quadradas,
esperando ver mais uma vez por um chamado teu que, mesmo tão elaborado, ensaiado, talvez não me queira dizer nada. Mas quando presentes são escaldos
ardentes, aonde eu junto os teus traços e idealizo cada expressão do seu rosto contida no que você diz
e sinto em mim os teus dentes, num mastigar quente que faz aguçar todas as outras sensações que você trás ao meu ventre. Me deixando sem norte pra ir, boquiaberta diante de um estremecer frio que vai das coxas até a nuca. Já não me surpreende me deparar com a minha aquarela interna de sensações, pintando personagens, atores, dores fracas de nuances facilmente apagadas. O que me assombra é a infinidade de tons que a tua aura trás, deixando um aviso, um breve cartaz, que diz-me claro e intenso como do teu feitio, que há grandes possibilidades dessa tinta respingar em mim. De serem espalhadas sobre a minha pele, como uma paleta de cores quebrada em um chão de cerâmica.
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Comentários (1)

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mariand
2021-05-10

que massa que c gostou, Arthur