O Manancial de Paula - soneto 01

Primeiro, Paula, tu vens com o vento,
repentina tal quem cala e desperta,
tira do plumo, ou dá direção certa.
Sabe ser temporal! Também alento!...
 
A cor da tua áurea em movimento.
Enquanto tua essência cala e aperta,
e qualquer decisão  se torna incerta.
Esvai-se o que não é avivamento.

Segundo você chega como as brumas,
e ocupa sem esforço o olhar faminto
sopro de entusiasmo tão excitante.

Súdito fiel deste labirinto.
Vontade louca em ser teu doce amante;
e nossos corpos leves feito plumas.
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