Ode ao amar
Afaga-me nas fontes caudalosas
sob o julgo dos lábios sedentos.
Emana o vale fértil de rebentos
envolto a calda de amoras sedosas,
revolto mar de rosas,
sopra-me avivamentos.
Afaga-me no suspiro amoroso,
ó flor silvestre, cólera de ardores!
As estrelas soam ternos tenores,
banha a alma num abraço sedoso,
louco mar furioso
dê-me falsos pudores.
Renda-me no mar da delicadeza
no silvestre fogo de chão forjada,
ser sólida e voraz, porém alada,
de palpitar feroz, ar de nobreza,
dê-me tua alma acesa
faz-me sua morada.
sob o julgo dos lábios sedentos.
Emana o vale fértil de rebentos
envolto a calda de amoras sedosas,
revolto mar de rosas,
sopra-me avivamentos.
Afaga-me no suspiro amoroso,
ó flor silvestre, cólera de ardores!
As estrelas soam ternos tenores,
banha a alma num abraço sedoso,
louco mar furioso
dê-me falsos pudores.
Renda-me no mar da delicadeza
no silvestre fogo de chão forjada,
ser sólida e voraz, porém alada,
de palpitar feroz, ar de nobreza,
dê-me tua alma acesa
faz-me sua morada.
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