As pessoas da pós-modernidade e suas psicologias.
Quem aqui muito se estima, o estimado não o é.
Quem o amor muito dissemina, não ama ninguém.
Quem aos pobres muito se dirige, muita avareza tem.
Quem muito a Deus reza, quase sempre não tem fé.
Se muito aqui há belos sorrisos, também há xingamento.
Se muito aqui há conhecimento, também há alienação.
Se muito aqui há cumprimento, também há exclusão.
Se muito aqui há empatia, também há enforcamento.
O bom professor é bom porque não ensina.
O bom poema é bom porque não significa nada.
O bom português é bom porque a regra é mal aplicada.
O bom pensador é bom porque doutrina.
As pessoas que mais do óbvio falam são inteligentes.
As que falam sobre o corpo, não largam as colheres.
As que mais se prostituem são grandes mulheres.
As que pregam a moral são um bando de dementes.
Se tu constróis alguma lógica, mais precisas estudar.
Se tu tens bom argumento, é teu corpo que dirá.
Se tu queres ter razão, traz teus traumas para cá.
Se tu queres uma boa tese, tens de aos ouvidos agradar.
Por fim, não mais escrever quero, cansei minha mente.
Por fim, não mais falar vou, por escrever muito me irritei.
Por fim, por mais que queira, de xinga-los eu não hei.
Por fim, despeço-me, sem me rebaixar ao nível dessa gente.
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