Eu preciso do mesmo combustível de um balão

tudo o que vejo pela minha janela
cheira a poesia
do filhote de pardal na torre da igreja
ao balançar de folhas nas copas das árvores

o céu nublado assombra
arrasta melancolia
me desfaço em nós
e prossigo íntegra

nas mãos
poemas de Maya Angelou
busco sentidos
palavras tangíveis
que caibam em mim
provoquem combustão

expandam meu ser polimerizado
como um balão
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