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Eu e Marielle compactuamos com a mesma maneira de como as coisas devem proceder dentro da sociedade, onde nossos corpos devem e podem estar, e de como podemos articular os nossos semelhantes, ela, do outro lado, pela subjetividade, do berço de sua ancestralidade. O fato aqui repulsivo é que ela fora assassinada, a morte dela, me ameaça, violenta e deturpa a existência dos meus. Ela era nossa. Nosso povo quer saber tudo, não pode haver retrocessos no caso Marielle e Anderson, muito pelo contrário, queremos saber tudo, tudo, e estendo aqui a todos os companheiros que defendem a terra, o meio ambiente, os menos favorecidos, os extremamente humildes, as mais diversas pastorais, os mais variados coletivos, movimentos da sociedade civil organizada, que são assasinados diariamente, onde não há cobertura da mídia, onde a investigação retrata a precariedade da polícia brasileira, que não soluciona os casos, até porque, culturalmente pra eles, é mais fácil botar preto na cadeia do que de fato apreender o infrator de verdade, e se este for preto, há problematização também; por que somos colocados na subalternidade? Por que ainda estamos mais expostos a violência social? Dessa forma, com esta indagação, com este desafogo, cumprimento a todos (com o jeito maroto de ser). Estaremos acompanhando tudo. É necessário estar nas bases. É necessário estar nas bases. Dorothy Stang, presente. Bruna, presente.
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