Escritas

Juro

Carlos Ambrosio
Juro pelas matas intocadas
Que minhas palavras uma vez pronunciadas
Entonarão o tom da saudade
O sol poente, a liberdade

Juro pelo amanhecer tão belo
Que de todo meu ser sincero
Minha parte mais verdadeira
Em você está inteira

Juro pelas montanhas de gelo
Que teu rosto em meu coração é um selo
Lacrado por toda eternidade
Em sua mais pura bondade

Juro pelo chão que meus pés tocam
Que em todas as noites meus sonhos te evocam
Para calmo eu poder me sentir
Com tua presença poder sorrir

Juro pela vida a minha volta
Que se te conseguir meu coração nunca mais solta
E se não conseguir
Ficarei satisfeito em vê-la sorrir

Juro pela minha felicidade
Que se for para ficar a vontade
Preciso estar ao teu lado
Com um beijo teu uma vez roubado

Juro pelo meu corpo
Que em tua tristeza me sinto afoito
Em colocá-la encostada a mim
Para que sejamos um enfim

Juro pelo meu coração
Que se isso tudo for ilusão
Por toda vida chorarei
Porque simplesmente não saberei
Se vivi de verdade
Ou se morrerei de saudade