UM VELHO, UM LÍRIO, UM RIO, MARTE E VÊNUS
A chuva veio depois de anos no sertão que carrego no peito
A poeira virou lama, escorreu pelos vales
Até chegar na mais profunda das terras
E ali, encontrou morada, e repousou na companhia do que tem sentido em si mesmo
Onde só havia escombros, raiva e desencontro
Brotou no orvalho uma pequena semente com toda potência de ser
E surpreendentemente estava cercada só do que era necessário
Para crescer e virar alimento de quem caminha por muito tempo no mato
Visto os olhos da quietude que nutre a leveza da alma
Depois de ter visto a tragédia e o renascer intrínsecos da vida
O laço de virtude também vejo
Tem a mesma matéria de amores e angústias contados no escuro de noites sem luar
Esperar nada e receber tudo
Sustentando a audácia de acreditar no sopro singelo de uma ideia nova
Que voa no vento do riso espontâneo
E se confunde ao som do bater infinito de asas de um beija-flor da Serra do Mar.
A poeira virou lama, escorreu pelos vales
Até chegar na mais profunda das terras
E ali, encontrou morada, e repousou na companhia do que tem sentido em si mesmo
Onde só havia escombros, raiva e desencontro
Brotou no orvalho uma pequena semente com toda potência de ser
E surpreendentemente estava cercada só do que era necessário
Para crescer e virar alimento de quem caminha por muito tempo no mato
Visto os olhos da quietude que nutre a leveza da alma
Depois de ter visto a tragédia e o renascer intrínsecos da vida
O laço de virtude também vejo
Tem a mesma matéria de amores e angústias contados no escuro de noites sem luar
Esperar nada e receber tudo
Sustentando a audácia de acreditar no sopro singelo de uma ideia nova
Que voa no vento do riso espontâneo
E se confunde ao som do bater infinito de asas de um beija-flor da Serra do Mar.
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