Escritas

WHO WATCHES THE WATCHMEN?

Alexandre Rodrigues da Costa
Nada os agrada mais do que se conceberem
como exceções, indivíduos fora da espécie,
monstros nem sempre repugnantes.

Não é possível que as imagens desses corpos
possam ser vistas entre outros corpos
sem com eles se confundirem.

Parece mesmo que não há nenhum ali.
Todas as coisas incompreendidas
se desfazem. Sem cessar, os rostos desaparecem 
e ressurgem entre os ossos,
as carnes retorcidas após cada luta. 

Como que caminhando para fora do mundo,
às vezes acontece de suas mãos não mais se reconhecerem,
de tudo conspirar para silenciá-los.

Tais figuras, enfim despidas de toda sedução,
podem formar, com outras figuras,
constelações que são inacessíveis
ao significado e aos sentidos,
localizados muito além de qualquer interesse pela vida
ou pela morte,
no espaço oco de um céu irreal.
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