FALSIFICADORES
O olho não vê
que outro olho, desconcertante,
não justifica a farsa
e, ao menor sinal de arrependimento,
toda evidência precisará ser removida.
Alguns afirmariam que,
nesse caso, o falsificador falhou, ao prover
a realidade com obras desnecessárias
e que existe uma hora
na qual as mãos não devem ser mais rápidas
do que os olhos.
Outros diriam que, entre o oculto
e o quase revelado, o que falta são súbitas faíscas,
sombras na parede,
movimentos inesperados
em plena escuridão,
voláteis a qualquer superfície,
entregues
à surpresa de mãos úmidas
e ainda vazias.
que outro olho, desconcertante,
não justifica a farsa
e, ao menor sinal de arrependimento,
toda evidência precisará ser removida.
Alguns afirmariam que,
nesse caso, o falsificador falhou, ao prover
a realidade com obras desnecessárias
e que existe uma hora
na qual as mãos não devem ser mais rápidas
do que os olhos.
Outros diriam que, entre o oculto
e o quase revelado, o que falta são súbitas faíscas,
sombras na parede,
movimentos inesperados
em plena escuridão,
voláteis a qualquer superfície,
entregues
à surpresa de mãos úmidas
e ainda vazias.
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