Papéis Avulsos

Lacunas preenchidas
Por vazios eternos e fins
Até quando irão viver
As folhas destes jardins?

É tão grande e forte
Contrário à dor
Tão puro, tão sincero
Como é vivo o meu amor.

A não se que tu mates
Com ecos de silêncio e alma
Se da tua voz nada vem
Deixo-te na chuva ainda calma.

Se hoje vens me buscar
Amanhã surgem elos
Por mais distante que estejas
Mais longe do que os afélios.

Tempo longo, vida breve
Amor que me invade e arde
Espera-te em rios e grãos
Mas não vens, pois é tarde.
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