Lista de Poemas
Perguntas
A distância preenche o ar
O tempo percorre a distância
A tua voz acaricia tímpanos
Minha face? Inconstância.
A distância percorre montes
Do céu ao rio viajo no tempo
Do abstrato pulo para o concreto
Nuvens e ondas transformadas em sentimento.
Linear é o amor?
Transportando um século de verdade
Meus ombros incansáveis
Na certeza de que tudo é realidade.
O tempo percorre a distância
A tua voz acaricia tímpanos
Minha face? Inconstância.
A distância percorre montes
Do céu ao rio viajo no tempo
Do abstrato pulo para o concreto
Nuvens e ondas transformadas em sentimento.
Linear é o amor?
Transportando um século de verdade
Meus ombros incansáveis
Na certeza de que tudo é realidade.
👁️ 111
Toda noite
Toda noite vejo aquela velha estrela num céu quase negro
Toda noite acho que o trem ainda é o mesmo
Toda noite tenho a certeza que Deus existe
Toda noite percebo que não há motivo para ser triste
Toda noite lavo a alma com meu pranto
Toda noite fico quieta no meu canto
Toda noite te espero com alegria
Toda noite não é todo dia...
Toda noite ouço as mesmas músicas
Toda noite leio as mesmas notícias
Toda noite escrevo as mesmas palavras
Toda noite invento novas letras
Toda noite... todo dia... tudo difere e fere
Sacudindo a alma numa revelação trêmula
Vivo entre a razão e a emoção
Num equilíbrio quase distante
Vivo porque sei que combinamos que assim seria
Vivo toda noite, mas toda noite não é todo dia.
Toda noite acho que o trem ainda é o mesmo
Toda noite tenho a certeza que Deus existe
Toda noite percebo que não há motivo para ser triste
Toda noite lavo a alma com meu pranto
Toda noite fico quieta no meu canto
Toda noite te espero com alegria
Toda noite não é todo dia...
Toda noite ouço as mesmas músicas
Toda noite leio as mesmas notícias
Toda noite escrevo as mesmas palavras
Toda noite invento novas letras
Toda noite... todo dia... tudo difere e fere
Sacudindo a alma numa revelação trêmula
Vivo entre a razão e a emoção
Num equilíbrio quase distante
Vivo porque sei que combinamos que assim seria
Vivo toda noite, mas toda noite não é todo dia.
👁️ 86
Quando por mim você passar...
Quando por mim você passar
Não procure palavras em meus olhos
Não se assuste com um resquício de sorriso
Não se esqueça daquela porta aberta
Quando por mim você passar
Não veja o que não sente
Não mova sua pálpebra distante
Não segure a alma liberta
E com o passar do tempo
Sendo breve ou longo o prazo
Recorde-se apenas de que eu te quis
E permaneça como uma foto
Trazendo recordações daquele tempo
Em que eu julgava ser feliz.
Não procure palavras em meus olhos
Não se assuste com um resquício de sorriso
Não se esqueça daquela porta aberta
Quando por mim você passar
Não veja o que não sente
Não mova sua pálpebra distante
Não segure a alma liberta
E com o passar do tempo
Sendo breve ou longo o prazo
Recorde-se apenas de que eu te quis
E permaneça como uma foto
Trazendo recordações daquele tempo
Em que eu julgava ser feliz.
👁️ 85
Autorretrato
Por três vezes escutei aquele disco
Na tentativa de achar palavras
Que tentassem me desenhar
Da forma mais precisa.
Não! Palavras têm que ser mais
São sentimentos
De alegria ou tristeza
De amor ou rancor.
E você, o que acha?
Talvez eu nunca saiba
Mas quem sabe?
E esta é minha vida
Meu destino
Eterno mistério de mim mesma.
Na tentativa de achar palavras
Que tentassem me desenhar
Da forma mais precisa.
Não! Palavras têm que ser mais
São sentimentos
De alegria ou tristeza
De amor ou rancor.
E você, o que acha?
Talvez eu nunca saiba
Mas quem sabe?
E esta é minha vida
Meu destino
Eterno mistério de mim mesma.
👁️ 76
Dentro da gente
Temos a casa dentro da gente
E quando somos obrigados a ficar dentro dela
Queremos acender todas as luzes...
Como se estivéssemos com medo do escuro
Escuridão esta que é a própria sombra.
Temos a casa dentro da gente
E deitamos no chão, no tapete, no sofá...
Deitamos em lugares diferentes
Buscando um novo ângulo ou, quiçá, um inseto
E ficamos ali... imóveis nos imóveis.
Temos a casa dentro da gente
Às vezes perdemos a chave da porta
Às vezes a jogamos pela janela...
Respiramos sempre o mesmo ar preso da casa fechada
Sem saber que é este ar um aprisionamento da vida lá fora.
E quando somos obrigados a ficar dentro dela
Queremos acender todas as luzes...
Como se estivéssemos com medo do escuro
Escuridão esta que é a própria sombra.
Temos a casa dentro da gente
E deitamos no chão, no tapete, no sofá...
Deitamos em lugares diferentes
Buscando um novo ângulo ou, quiçá, um inseto
E ficamos ali... imóveis nos imóveis.
Temos a casa dentro da gente
Às vezes perdemos a chave da porta
Às vezes a jogamos pela janela...
Respiramos sempre o mesmo ar preso da casa fechada
Sem saber que é este ar um aprisionamento da vida lá fora.
👁️ 94
Catavento
Roda de crianças, andanças
Roda-moinho
Procuro lembranças
Catavento, roda-viva, roda-ilusão
O mundo ainda gira
Onde giram os sonhos de paixão.
Roda-moinho
Procuro lembranças
Catavento, roda-viva, roda-ilusão
O mundo ainda gira
Onde giram os sonhos de paixão.
👁️ 85
Papéis Avulsos
Lacunas preenchidas
Por vazios eternos e fins
Até quando irão viver
As folhas destes jardins?
É tão grande e forte
Contrário à dor
Tão puro, tão sincero
Como é vivo o meu amor.
A não se que tu mates
Com ecos de silêncio e alma
Se da tua voz nada vem
Deixo-te na chuva ainda calma.
Se hoje vens me buscar
Amanhã surgem elos
Por mais distante que estejas
Mais longe do que os afélios.
Tempo longo, vida breve
Amor que me invade e arde
Espera-te em rios e grãos
Mas não vens, pois é tarde.
Por vazios eternos e fins
Até quando irão viver
As folhas destes jardins?
É tão grande e forte
Contrário à dor
Tão puro, tão sincero
Como é vivo o meu amor.
A não se que tu mates
Com ecos de silêncio e alma
Se da tua voz nada vem
Deixo-te na chuva ainda calma.
Se hoje vens me buscar
Amanhã surgem elos
Por mais distante que estejas
Mais longe do que os afélios.
Tempo longo, vida breve
Amor que me invade e arde
Espera-te em rios e grãos
Mas não vens, pois é tarde.
👁️ 90
Permissão
Permito-me querer-te
Ser olho cego ao passado
Permito-me gostar de ti
Ser voz rouca, ficar gravado.
Permito-me adorar-te
Ser tímpano naufragado
Permito-me amar-te
Ser coração aprisionado.
Permito-me sentir tua falta
Ser alma, pulsar calado
Permito-me ser eu:
Pássaro azul apaixonado.
Ser olho cego ao passado
Permito-me gostar de ti
Ser voz rouca, ficar gravado.
Permito-me adorar-te
Ser tímpano naufragado
Permito-me amar-te
Ser coração aprisionado.
Permito-me sentir tua falta
Ser alma, pulsar calado
Permito-me ser eu:
Pássaro azul apaixonado.
👁️ 86
Exílio
Ainda morre-se de amor…
E é lento como a nuvem que chega ao jardim.
Lá ainda vaga o teu sonho…
Fugidio das coisas breves, ele vai.
Eu vi ontem em teus olhos o instante que chovia
Sorrateiro você disfarçou
E, de repente, o encanto estremeceu
E minhas pernas trêmulas diziam mais do que eu poderia.
Ainda morre-se de amor…
O mesmo que vi nascer… agora hei de viver.
Quantos errantes corações ficam para trás?
Não faço idéia, mas… ainda morre-se.
E, um dia, de tanto amor… exilar-me-ei.
E é lento como a nuvem que chega ao jardim.
Lá ainda vaga o teu sonho…
Fugidio das coisas breves, ele vai.
Eu vi ontem em teus olhos o instante que chovia
Sorrateiro você disfarçou
E, de repente, o encanto estremeceu
E minhas pernas trêmulas diziam mais do que eu poderia.
Ainda morre-se de amor…
O mesmo que vi nascer… agora hei de viver.
Quantos errantes corações ficam para trás?
Não faço idéia, mas… ainda morre-se.
E, um dia, de tanto amor… exilar-me-ei.
👁️ 92
Pássaro preto
Pássaro preto que rouba a cena
Quebra meu silêncio
Canta cantiga solitário
Na esperança de não ser só imaginário.
Pássaro preto de olhar tranqüilo
De galho em galho procuras
Mas solidão é teu nome, vens
Que o palco é o verde que tens.
Pássaro preto porque não me levas?
Não me roubas com tuas asas?
Só sacodes tuas penas
E continuas a cantar, encenas.
Como quem espera o amor
Que um dia encontrará
Talvez aqui, rio sereno
Talvez ali, mar pleno.
Pássaro preto que vai
Com som fino, incansável
Constante na espera
De um amor que te leve, nova era.
Pássaro preto... Para onde voastes?
Quebra meu silêncio
Canta cantiga solitário
Na esperança de não ser só imaginário.
Pássaro preto de olhar tranqüilo
De galho em galho procuras
Mas solidão é teu nome, vens
Que o palco é o verde que tens.
Pássaro preto porque não me levas?
Não me roubas com tuas asas?
Só sacodes tuas penas
E continuas a cantar, encenas.
Como quem espera o amor
Que um dia encontrará
Talvez aqui, rio sereno
Talvez ali, mar pleno.
Pássaro preto que vai
Com som fino, incansável
Constante na espera
De um amor que te leve, nova era.
Pássaro preto... Para onde voastes?
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