Sorri amarelo
Há algo na fome que nos priva do raciocínio.
Há fome de algo que a mente não sente.
Há gente que mente que os olhos não veem
que mente que sente pena de carente.
Mente tão bem que passa despercebido
pela porta de entrada.
Se esgueira no mundo de quem não tem muito,
de quem é refém do tanto que tem.
Entra nas entrelinhas
e ousa fazer jura mais vazia que barriga de mãe de sete.
Abraça quem quer e faz uma foto sorrindo amarelo.
Os dias seguem azuis, o sol rachando o solo e a boca.
Fica posto assim então que é difícil alimentar a razão se não tem terra pra grão.
Há fome de algo que a mente não sente.
Há gente que mente que os olhos não veem
que mente que sente pena de carente.
Mente tão bem que passa despercebido
pela porta de entrada.
Se esgueira no mundo de quem não tem muito,
de quem é refém do tanto que tem.
Entra nas entrelinhas
e ousa fazer jura mais vazia que barriga de mãe de sete.
Abraça quem quer e faz uma foto sorrindo amarelo.
Os dias seguem azuis, o sol rachando o solo e a boca.
Fica posto assim então que é difícil alimentar a razão se não tem terra pra grão.
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