Amarro-me eu, pl's beiços E a mim mesmo, plas cordas que teço, Não faz mal que sejam pequenas ou finas, Assim tenho os mesmos lugares No mundo onde me perder E o fôlego todo, Pra tecer coisas mais duráveis, Qu'estes curtos dedos.
Sei que preciso de Primaveras em meu colar, E do calor do Verão pra derreter o gelo, No olhar e no beiços aramados, Que resistem e me prendem a estas paredes De cal e gesso, brancas como neve de gelo, Duras do arame em estuque...