A valsa do tempo
Não há pretexto para julgar, ademais,
Os necessários e até então chamados
Indeferidos desgastes do corpo
E da alma: tudo se mostra assaz importante.
O que passa para lá jamais volta,
E aquilo que fica jamais passa:
De modo que a experiência se torna inconclusiva
Se o pensamento permanece imutável.
Tantos caminhos a serem percorridos, porém,
Todos estão envoltos por um nevoeiro que,
Pormenorizado, só faz desviar a vontade
Para ruas sem saída.
Não me foi dada a opção de transformar a pedra em pão.
Logo, nada posso fazer se já escolheram para mim
O rei entre os Homens.
As nuvens vêm e com elas a chuva, que depois passa e
Dá lugar ao Sol, que depois passa e
Dá lugar à Lua, que depois passa e
Dá lugar a um novo dia, e assim é feito
Até que a morte nos separe: o corpo cai,
A terra traga, o sangue ferve e continua a correr
O rio da sua aldeia, de modo que não há
Mais novo elemento nessa valsa do tempo e de crenças
Futuras a passadas, até estarmos, inevitavelmente,
Defronte com o fim.
Os necessários e até então chamados
Indeferidos desgastes do corpo
E da alma: tudo se mostra assaz importante.
O que passa para lá jamais volta,
E aquilo que fica jamais passa:
De modo que a experiência se torna inconclusiva
Se o pensamento permanece imutável.
Tantos caminhos a serem percorridos, porém,
Todos estão envoltos por um nevoeiro que,
Pormenorizado, só faz desviar a vontade
Para ruas sem saída.
Não me foi dada a opção de transformar a pedra em pão.
Logo, nada posso fazer se já escolheram para mim
O rei entre os Homens.
As nuvens vêm e com elas a chuva, que depois passa e
Dá lugar ao Sol, que depois passa e
Dá lugar à Lua, que depois passa e
Dá lugar a um novo dia, e assim é feito
Até que a morte nos separe: o corpo cai,
A terra traga, o sangue ferve e continua a correr
O rio da sua aldeia, de modo que não há
Mais novo elemento nessa valsa do tempo e de crenças
Futuras a passadas, até estarmos, inevitavelmente,
Defronte com o fim.
Português
English
Español