Espírito mulheril


 
Ora brando e relaxado
De tons marfim ou anil
Nem sempre se sente bem
Estádios de mulheril.
 
Quantas vezes alma e corpo
Não estão em sintonia
É a voz da consciência
Defraudando a fantasia.
 
O laranja fica escuro
O escuro torna-se preto
Também eu fiz estas trovas
E queria um bom soneto.
 
Mas o tempo cura tudo
Volta à alma o colorido
Não aquele que desejas
Mas o que te é permitido.
 
E corpo e alma, enfim
Voltam às cores triviais
Anil ou cor de marfim
Essas duas, pouco mais.

Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “ Do Romântico ao Brejeiro”
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