Lista de Poemas
Outonei
Eis-me aqui!
Corpo de outono vestido
descontente do estampado:
Da pele seca e baça
caída, dos anos vividos;
Dos sulcos inférteis
preenchendo a anatomia
alterada pelo caminhar do tempo;
Dos olhos órfãos de brilho;
Da alma experiente e serena
estrebuchando de sonho.
Lúcia Ribeiro/Lucibei
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Nudez
Adivinho a nudez
Com que te vestes...
E visto-te de carícias e beijos
Numa languidez acesa
Num querer rápido e aglutinador
Numa paixão desabrida.
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Política
A propósito da citação de Camilo Castelo Branco
A mentira
O que tem feito mal a muita gente não é a mentira; é o invólucro de palavras artificiosas com que se doira a algema que as verdades lançam ao pulso do homem.
In " citações" Camilo Castelo Branco
Política
Arco-íris de uma só cor.
Cor da mer...a conveniência.
Cor... de nojo.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Mensagens, Preces & Reflexões”
A mentira
O que tem feito mal a muita gente não é a mentira; é o invólucro de palavras artificiosas com que se doira a algema que as verdades lançam ao pulso do homem.
In " citações" Camilo Castelo Branco
Política
Arco-íris de uma só cor.
Cor da mer...a conveniência.
Cor... de nojo.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Mensagens, Preces & Reflexões”
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Amor antigo
Um amor outonal, arrefecido
Esfomeado de emoções, famélico
Ninho de conflitos roçando o bélico
Resistindo vai, mesmo esmorecido.
E desse amor, embora combalido
Nascem momentos com um travo angélico;
Com esse querer, quiçá, psicadélico
Crê-se reconquistar o amor perdido.
Assim vão gastando sua existência
Em um desamor de amor disfarçado
Negando assumir tamanha evidência.
Resta o amor antigo, desgastado
De emoções fortes feito e paciência
Aceitando o destino, o triste fado.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Sonetando” Modocromia, Edições
Esfomeado de emoções, famélico
Ninho de conflitos roçando o bélico
Resistindo vai, mesmo esmorecido.
E desse amor, embora combalido
Nascem momentos com um travo angélico;
Com esse querer, quiçá, psicadélico
Crê-se reconquistar o amor perdido.
Assim vão gastando sua existência
Em um desamor de amor disfarçado
Negando assumir tamanha evidência.
Resta o amor antigo, desgastado
De emoções fortes feito e paciência
Aceitando o destino, o triste fado.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Sonetando” Modocromia, Edições
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Mulher cão
És a mulher “cão”
de um mundo não.
Vida atribulada, consumida,
repetidamente humilhada.
Desde que foste parida...
alguém se encarrega de ti:
de ser teu dono,
de te amar à sua maneira,
de atirar-te ao abandono,
de arranjar-te coleira.
Mulher!
Larga o “cão” que há em ti,
solta a raiva que te verga,
as amarras que te prendem.
Ergue-te! Sorri!
“ladra” ao mundo a tua dignidade,
o teu querer…
busca a tua liberdade!
Sê dona de ti!
Lucibei@poems
In "Muita Poesia e Pouca Prosa"
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Sanfonar
Para ti, serei sempre uma sanfona
Tua meia pera, em curvas e jeito
Palavras música vindas do peito
Gestos ousados…a tua amazona.
Tange bem as cordas desta durona
É mester que o faças sem desrespeito
Prime-me as teclas sem qualquer defeito
Faz subir em nós a Testosterona.
Não pares, usa a viela de roda
Saibamos achar o prazer a rodos
Aquele prazer que vai sendo moda.
Um estar bonito e de ledos modos
Que satisfaz o corpo e não incomoda
Prazer sem limites… o alvo de todos.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Sonetando“
Modocromia, Edições
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Soneto alegre
Vivo cercada de cheiros e cores
Uma vida colorida e cheirosa;
O viver de uma alma mui venturosa
Com muito carinho e poucos amores.
Canto a natureza com seus olores
Porque quero uma vida harmoniosa;
Uma vida humilde, mas proveitosa
Cantando da flora, as múltiplas cores.
De alma repleta de felicidade
Desfruto as dádivas da natureza
Sem perder o tino e a objetividade.
E se faço uso de tanta franqueza
É porque sou ditosa de verdade...
Sinto-me nobre, sem ser realeza.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Sonetando"
Modocromia, Edições
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Coração filigrana
Teu coração filigrana
Da alma é a janela
Onde debruço meus olhos
Corpo todo em sentinela.
E esta alma profana
De emoções aguarela
Vai pintando com desejo
Teu corpo cor de canela.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Do Romântico ao Brejeiro”
👁️ 52
Adormeci
Adormeci
Adormeci, noite clara
Repleta de sonhos e fantasias.
Adormeci, no branco da tua pele apetitosa.
No colo do desejo.
Nos teus braços, meu amor…
Para acordar, manhã clara
De sol embriagada
Embutida no teu corpo
Peito arquejante
Exausta de bem amada.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In Coletânea ”Palavras sem Fronteiras”
Buenos Aires
Adormeci, noite clara
Repleta de sonhos e fantasias.
Adormeci, no branco da tua pele apetitosa.
No colo do desejo.
Nos teus braços, meu amor…
Para acordar, manhã clara
De sol embriagada
Embutida no teu corpo
Peito arquejante
Exausta de bem amada.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In Coletânea ”Palavras sem Fronteiras”
Buenos Aires
👁️ 49
Desejo versus saudade
Se o amor não espevita
a saudade arrefece.
Nada do que resta apetece.
Volta não volta
o amor espevita
a saudade esmorece
o desejo arrebita.
De vez em quando
o desejo fermenta
a ilusão apascenta as carnes...
Sem chama nem pimenta.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Muita Poesia e Pouca Prosa”
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Biografia
Lúcia Ribeiro, também conhecida por Lucibei, nasceu na Póvoa de Varzim, corria o ano de 1951. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, Variante de Estudos Portugueses e Franceses. Obteve, ainda, o Diplôme Supérieur d’Études Françaises Modernes, de l’Alliance Française e o Diplôme Supérieur d’Études Françaises (D.S.E.F.) de l’ Institut Français, bem como duas Especializações: uma em Orientação Educativa e outra em Administração Escolar.
Tem trabalhos publicados em alguns jornais e revistas escolares e, ainda, em diversos sítios da Internet. Publicou na página que possui no Recanto das Letras, três E.livros: “Un morceau de moi” em 2011; “Olhares escritos sobre o amor” em 2012; “Erótica MENTE” em 2013 e “Poemas de natal e Ano Novo em 2018. É nesta página, que vai postando tudo quanto escreve. Gere, ainda, as páginas de poesia “Alma Janela” @Lucibeipoems; “Pensée” http://www.luciaribeiro.net/
Participou em 22 coletâneas: 16 em Portugal, 3 no Brasil, 1 em Itália, 1 em Paris e 1 Argentina.
Colaborou na elaboração do “Conto de Natal” a 8 mãos”, um Projeto VianaCriativa e, ainda, na Exposição Fotográfica Solidária “Viana no Feminino”, de apoio ao GAF (Gabinete de Apoio à Família) de Viana do Castelo.
Escreveu o seu primeiro livro “SENSUALidade 1” em 2006; “BorboLetras” da Modocromia Editora, em 2012; “Erótica MENTE” em 2015; “SENSUALidade 2” em 2017, também da Modocromia Editora; “Do Romântico ao Brejeiro” em setembro de 2018 e “Sonetando em dezembro de 2018, da Modocromia Editora.
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