Escritas

Meu filho

Tchoroco Záfenat
Quero apresentar “meu” filho.
É um dragão.
Pequeno dragĂŁo,
Habilidoso e bastante equilibrado,
Igual a uma balança
Com mil para cada lado.
Não é criança
(mesmo sendo)
Por falta de sete dias.
Mais Ă© tĂ­mido e inteligente
Por causa da décima casa mensal.
Filho este que nasceu,
Do meu desejo incontrolĂĄvel,
Da minha sede de amar.
Filho meu
Apenas meu e de mais ninguém,
Porque foi gerado
No meu coração
E educado pelo mesmo
Filho “meu” de “meu” pai,
De meu padrasto
E de mais alguém.
Filho “meu”
Com alguém que ainda vou conhecer.
Este mesmo Ă©
Filho de minha mĂŁe
E Ă© filho daquela que a guardou
Em seu saco d’água
Durante nove meses,
É “meu” sangue
E nĂŁo tem do meu sangue.
De mim herdou caracterĂ­sticas e personalidades.
Apesar do parecer,
NĂŁo Ă© filho nem parente de (Tiquim).
O filho Ă© “meu”
Eu insisto em dizer:
Tenho dito e ...
O filho Ă© “meu”.

Tchoroco ZĂĄfenat