297 - CASTELO ESCURO

A Solidão da dor protege o peito
E foi portão, muralha, torre, muro.
Sem fundação, o meu castelo escuro
Já foi ao chão por ser de areia feito.

A Solidão com único proveito
Da sensação: julgar-me tão seguro.
Com a ilusão: ser rei do meu futuro
Em servidão o meu passado aceito.

Cada grilhão, sem a esperança acesa,
Foi meu então na cela de incerteza
E escuridão em que por fim me deito.

Faço prisão da minha fortaleza.
Na proteção eu torno a mente presa
Se à Solidão eu me fizer sujeito.

(Autor: Eden Santos Oliveira. Escrito em 06/10/2020)
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