DESCONSOLO D’ALMA
Os meus passos deslizavam mansamente
No espaço indefinido do horizonte...
Enquanto a bruma sacudia lentamente
Um sopro perfumoso em minha fronte
Eu adormecia os meus sonhos doirados
Sob os lençóis macios da ilusão...
Nem sequer vi-os dormir desventurados
Sobre o leito da minh’alma em solidão!
A vida aproximou-se dos meus dias
Pediu-me licença pra ancorar
A sua embarcação nas noites frias
Nas ondas refulgentes do luar...
Caíram silenciosas do meu rosto
Da face, o meu pranto a soluçar...
As lágrimas são pingentes de desgosto
As tuas mãos nas minhas escondem o mar!
Não sabes avaliar a minha dor
Nessa distante ausência a te esperar
Os meus olhos banhados de amor
Em conchas cristalinas a velejar...
São duas esmeraldas – dois rubis
Que trago preso em minha emoção
Essa saudade em brasa nunca diz
Se vai morrer de amor meu coração!
No espaço indefinido do horizonte...
Enquanto a bruma sacudia lentamente
Um sopro perfumoso em minha fronte
Eu adormecia os meus sonhos doirados
Sob os lençóis macios da ilusão...
Nem sequer vi-os dormir desventurados
Sobre o leito da minh’alma em solidão!
A vida aproximou-se dos meus dias
Pediu-me licença pra ancorar
A sua embarcação nas noites frias
Nas ondas refulgentes do luar...
Caíram silenciosas do meu rosto
Da face, o meu pranto a soluçar...
As lágrimas são pingentes de desgosto
As tuas mãos nas minhas escondem o mar!
Não sabes avaliar a minha dor
Nessa distante ausência a te esperar
Os meus olhos banhados de amor
Em conchas cristalinas a velejar...
São duas esmeraldas – dois rubis
Que trago preso em minha emoção
Essa saudade em brasa nunca diz
Se vai morrer de amor meu coração!
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