domínio

o vermelho enrubesce a face. sinto o cálice do seu hálito entrando por minhas narinas. junto com ele, o anil da sua boca, vacilante e quente, em um ritmo próximo dos polos nórdicos do meu país. carrego a pressão do seu peito no meu. e como se quisesse ele sempre ali, puxo você pra mim, em todos os versos da minha boca. não deixo vociferar uma única palavra, que não sejam as minhas.
516 Visualizações

Comentários (1)

Iniciar sessão para publicar um comentário.
trenco
2020-10-16

É bom de ler