Faz tempo que não escrevo
Passam os dias quentes e chuvosos.
Passam as noites agrestes.
Passam estes períodos tediosos.
Apenas para mudar minhas vestes.
Passam os dias da semana.
Passam os ventos a bater no prédio.
Passa tudo, mas da mente não emana.
Nada que que me livre do meu tédio.
Quanto mais fácil, menos me interesso.
Quanto mais difícil, tenho preguiça.
Quanto menos faço, mais eu peço.
Pela bestialidade que me atiça.
E ao fugir dos desejos carnais.
Sento a mesa e me curvo.
Minha memória, me salva uma vez mais.
Lembro-me de algo, e me faço ativo.
E indago a encarar meu acervo.
- É. Faz tempo que não escrevo.
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